domingo, 30 de junho de 2013

A Vitória




- Acho que temos roupa a mais!
- Achas? Eu tenho a certeza!
Ergueu-se um pouco para lhe desabotoar a camisa, enquanto lhe ia beijando e lambendo o pescoço. Ele tentava desenvencilhá-la da blusa de seda azul às pintinhas e bolinhas brancas. Atirou-a para longe e atacou o soutien de renda, mordiscando-lhe as alças, afastando-as com os dentes. Ela ria-se e puxava-lhe a camisa, puxando-a pelas mangas.
- Não vale, tens-me preso, atado pelos braços e mãos.
- Hummm! Vou manter-te preso e submisso por muito tempo. Puxaram ambos os fechos, ela das calças dele, ele da saia azul que lhe contornava a cintura estreita e as ancas. De repente, ele içou-se e pegou-a ao colo, fazendo deslizar o corpo dela pelo dele, beijando-lhe o peito, os mamilos róseos, enterrando a cabeça entre os seios pequenos, mas firmes, duas montanhazinhas... Pousou-a, com cuidado no chão macio. Ela alcançou-lhe as calças e puxou-lhas para baixo, foi-se baixando, beijou-lhe o peito e mordiscou-lhe os pequenos botões, foi descendo lambendo-lhe a barriga... Ele estremecia de prazer. Ficou de joelhos. Ele de pé, excitado, contorcia-se cada vez que ela lhe passava a língua pelo membro hirto, quente... Abocanhou-lho e chupou-o devagarinho, comprimindo os lábios. Palpitava. Ele gemia e acariciava-lhe o cabelo, o rosto, os ombros. Ela agarrou-lhe o pénis e mordicou, sugou, lambeu. Empurrou-o para a cama e  beijou-lhe os testículos, chupou-lhos... Agarrou-lhos, depois, brincou com eles e lambeu o mastro desde a base até ao cimo. Passou a língua pela glande, devorou-a.
- Tu... pões-me fora de mim! Que língua marota! Ai, a tua boca quente...
- Queres mais? – perguntava com a boca cheia.
Mordeu-lhe a cabecinha, passou a língua, sorveu... Mordeu toda a haste, suavemente.
- Pára, pára agora! – gritou ele.
Ela ignorou e prosseguiu entre lambidelas, mordidinhas suaves e trincadelas mais violentas.
- Caramba, não aguento mais! Pára!
Puxou-a para cima dele, fazendo-a deslizar sobre o seu corpo, beijou-a, chupou-lhe os lábios carnudos, enfiou-lhe a língua na boca, lambeu-lhe e chupou-lhe a língua.
- Quase me arrancas as língua!
- Viro-te do avesso! Tu pões-me doido! Estou louco por entrar em ti, mas vou fazer-te sofrer um bocado, hás-de pedir-me, implorar-me que te possua, que me enfie todo dentro de ti.
Deslizou pelo corpo acetinado, soergueu-lhe a anca, colocando-lhe as mãos por baixo das nádegas, abriu-lhe as pernas, beijando-lhe o interior das coxas.
- Adoro o teu pipi carequinha, nunca pensei que o fizesses, está tão macio, lisinho – dizia, enquanto lhe beijava o monte aveludado.
Beijava-lhe os grandes lábios, lambia-lhos, mordia-os, como se fosse a boca dela, penetrava a língua, fazendo-a entrar e sair, devagar, com força, aflorando apenas, ali à entrada da gruta húmida e quente. A língua dele bailava irrequieta, fazendo-a estremecer, arrancando-lhe suspiros e ais roucos. Mordeu-lhe o grelinho erecto e chupou-lho com ímpeto.
- Matas-me, pões-me louca de desejo.
- Quero que te venhas primeiro. Quero olhar a tua expressão, gosto de te ver completamente louca, fora de ti.
- Malvado! Vem, toma-me... - ofereceu-se.
- Assim não, pede com mais convicção, implora-me...
Subiu por ela acima, beijou-lhe os lábios inchados, vermelhos. Estava linda, corada, os olhos cerrados. Ela tentou, dando um jeito ao corpo, que ele a penetrasse... Ele esgueirou-se com um... “espera”.
- Quero-te, oh! Como te quero!
- Eu sei! Também te quero... muito...
- Dou-te só um bocadinho, toma só a cabecinha – dizia-lhe com os lábios colados nos dela.
- Todo, dá-mo todo! Ai... ó querido...
- Ó meu amor, adoro-te, excitas-me tanto, adoro o teu corpo, a tua pele... Vem-te, querida – disse enterrando-se todo nela com força.
Ela agarrou-lhe as nádegas, ferrou-lhe as unhas e puxou-o todo para ela com força.
- Assim, querida, assim, tão bom...
- Oh, oh, oh....
Contorceu-se de prazer, gritou... Ele procurou-lhe a boca, estrangulou-lhe os brados, depois olhou-a e ficou à espera que ela se acalmasse e abrisse os olhos.
- És tão linda, ficas tão linda quando te vens. É tão intenso o teu prazer que tenho medo que me morras nos braços.
- Seria uma morte tão doce! – disse abrindo os olhos.
- Para ti seria, eu ficaria aflito, destroçado.
- Senti-te toda, o teu corpo estremeceu todo contra o meu. Como te amo, meu Deus!
- Mas tu não conseguiste ainda.
- Mas vou conseguir... contigo – sorriu, começando a entrar e a sair lentamente, progressivamente.
Ela olhava-o, os olhos cerrados, um sorriso, ergueu um pouco a cabeça e beijou-lhe os lábios húmidos. O calor começava, de novo, a subir por si acima. Enleou-o com as pernas, prendendo-o. Apertou-o, com força, contra si. O ritmo ia acelerando, a respiração apressava-se...
- Ó querido, vem-te comigo, vem...
- Ó meu amor, toma o meu leitinho todo... Ó querida, ó meu amor...
Gemidos, beijos, vagidos, beijos, ais, beijos... Olharam-se ternamente e beijaram-se longamente.
- Tu és única!
- Tu és ímpar... Procurei-te a vida toda!
Descansou dentro dela. Sorria-lhe. Sorriam. Ela mexeu-se e riu.
- Não te vou largar ainda! Vou deixar-te de rastos. Hoje és só meu, não fazes amor com ela, porque não vais conseguir... Depois de mim, nada mais.
- Posso jurar se quiseres que não vou fazer amor com mais ninguém.
- Não vais, porque eu vou comer-te todo, não deixo nada. Vais ficar extenuado.
- És incansável... tu! Mas eu adoro que me atices!
Começou a beijá-lo, a trincar-lhe os lábios, a chupar-lhos como se estivesse a extrair-lhe o sumo.
- Vais crescer dentro de mim...
E oscilava as ancas para cima, para baixo... devagar, depressa, oscilava o corpo para um lado, para o outro...
- Já te estou a sentir, já palpita... já se avoluma...
- Estou a crescer dentro de ti, está tão rijo, ai, dói-me...
- Gosto, quando estremeces de prazer, quando gemes baixinho ao meu ouvido.
- Eu sei!
- Gosto, quando ambos estremecemos e gememos nos braços um do outro... gosto, quando me chamas querida, meu amor...
- Tu és o meu único amor. Que pena não te ter encontrado antes, querida.
- Amo-te, não sei como me sucedeu isto! Estou completamente apaixonada por ti!
- E eu por ti, meu amor lindo!
Agarrou-lhe as nádegas com força e puxou-o todo para ela, com violência, com um desejo completamente selvagem.
- Estás todo dentro de mim!
- Sinto-te toda, toco-te lá no fundo!
- Vem, quero-te...
- És tão louca! Tão querida! Que loucura esta!
- Estou quase, quase, não páres, é agora, agora, agooooraaa. Aiiiiii!
- Ó querida, ó meu amor, tão bom, sentir-te... oh! Oh, tão bom. Acho que morri e cheguei ao paraíso...
- Chegámos.
Deslizou, saiu de dentro dela, apoiou-se no cotovelo, tirou-lhe um caracol louro que lhe descaía da testa para os olhos e beijou-a com força.
- Não quero que isto acabe nunca.
- Querido, tenho de ir – disse olhando o relógio.
- És tu a marcar o próximo encontro, Vitória – disse ela rindo.
- Goza, se receberes mensagens de uma Vitória ninguém desconfia, é uma amiga!
- Pois é! Mas fiquei bem intrigada com a tua primeira mensagem. Mas, logo descobri que só podias ser tu.
Vestiu-se, sacudiu a cabeleira, passou batom, calçou as sandálias. Debruçou-se sobre ele, beijou-lhe a boca, o pescoço, o peito, enfiou-lhe a língua no umbigo, beijou-lhe o pénis descaído e mole. Sorriu. Virou costas.
- Adoro-te!
- Também te amo, meu querido, até amanhã às 8.30.
Saiu.
Ele puxou-me, colocou-me debaixo da cabeça, sorriu, respirou fundo, fechou os olhos e adormeceu.

Sem comentários:

Enviar um comentário