Ela continuava a brincar com os seus lábios nos dele: bailavam, esvoaçavam, roçavam, rasavam, ave leve de asas com penas
de veludo que voluteava sensual sobre a boca dele, ávida e sôfrega, que se
abria à espera do toque aveludado que passava ligeiro a roçagar...
- Os teus beijos, os teus lábios... o
toque... a pele... Que loucura... tão bom... E o teu perfume, o teu cheiro...
Subiu uma perna e enlaçou-a na dele,
prendendo-o. Ele segurou-lha, acariciou-lha.
- Deixa-me olhar-te nos olhos. Isto
será só desejo?, atracção? Eu quero que seja mais... Quero-te, desejo-te...
Quero entrar todo em ti...
- Queres?
- Não quero mais nada, só te quero a
ti.
Ela estacou. A respiração de ambos
galopava. Ele sentia o ar quente no pescoço, junto à orelha. O coração dela
batia desenfreado contra o peito dele.
- Querida, tu és tão querida!
Olhou-a nos olhos e ficaram a
olhar-se, extasiados. O tempo parecia ter parado, estava tudo parado, só os
olhos falavam, pestanejavam, sorriam...
Puxou-lhe o fecho do vestido e com
um dedo fez-lho descair dos ombros. O vestido tombou-lhe aos pés. Afastou-se e
fê-la sair de dentro do vestido.
- Quero ver-te!
Distanciou-se, sentou-se no canapé,
observando-a. Ela corou e a cor quente, o fogo ardente, que lhe subiu às faces,
logo desceu por ela abaixo, estacando entre as pernas.
- Tu não fazes ideia de como és linda,
perfeita! Despe o resto da roupa, quero ver-te!
E o fogo subiu de novo a toda a
velocidade por ela acima.
- Ficas linda, assim, corada!
Deixou cair uma alça do soutien,
depois a outra. Os olhos mantinham-se presos nos dele.
- Tira-o – disse, roucamente.
Foi com as mãos às costas e
desapertou o soutien rendado que caiu entre eles. Ele agarrou-o e aspirou
fortemente aquele perfume estonteante. Os seus olhos percorriam-lhe o corpo, o
rosto, os cabelos, os pequenos montículos redondos e firmes, mais claros do que
o resto do corpo bronzeado.
- Continua – pediu.
Ela curvou-se um pouco e fez
deslizar as cuecas pelas suas pernas, bamboleando as ancas. Esticou-lhe uma
mão, ela agarrou-lha e ele puxou-a fazendo-a sair do meio das cuequinhas
minúsculas. Os seus olhos caíram de supetão naquele pequeno triângulo escuro.
- Não és loura? – perguntou.
- Sou – respondeu, vermelhecendo.
Ele apontou a pequena floresta sombria,
mais escura do que o ouro do cabelo dela.
- Ah, os pêlos púbicos são sempre mais
escuros do que o cabelo – explicou.
Ficou a olhar para ela, de alto a
baixo.
- Tens um corpo magnífico, parece que
foi cinzelado por um qualquer escultor do Renascimento, és uma Vénus, és mais
perfeita do que a Vénus de Botticelli. Há inúmeros retratos e esculturas de
Vénus, nenhum te chega aos pés.
- Louco.
Levantou-se, enlaçou-a pela cintura,
beijou-a e empurrou-a para a cama. Deitou-se, vestido ainda, sobre ela e meteu
o nariz no cabelo dela, aspirando-lhe o perfume, beijou-lhe a orelha,
o pescoço, o queixo e deteve-se nos lábios macios, possuiu-lhe a boca com a
sua, com a língua, entrando e saindo, ora devagar... devagarinho... ora
depressa e com força. Ela sentia o peso do seu corpo contra o dela, sentia a
pressão que ele fazia sobre ela, sentia o membro crescente, aprisionado nas calças de
ganga, que ele pressionava fortemente contra ela. Correu uma mão pelo corpo dela, enfiou-lhe um dedo
na gruta humente e quente, abriu o fecho das calças, deixando sair o bicho que
pulsava descontrolado e enfiou-o, de uma vez, dentro dela.
- Aiiiiiiii
- Estás tão quente, querida!
Ela gemeu, agarrou-lhe as presilhas
das calças e puxou-o para si, queria-o todo dentro dela.
- Isso, puxa-me todo para dentro de
ti.
E entre ais e gemidos, beijos e
carícias, dançaram a dança do amor.
- Abre os olhos, quero ver os teus
olhos quando te vieres, vem-te para mim.
Ela suspirou, abriu os olhos e
aprisionou-os aos dele.
- Tu és tão linda e, neste momento, és
toda minha. Sinto-te toda. É tão bom, quando estremeces entre os meus braços.
Sorriu-lhe e, de repente, algo se soltou de dentro dela... Não, toda ela se
libertou.
- Vem-te, querida!
- Aiiiiiii
Ele colou a boca à dela,
abafando-lhe o grito.
- Ó querida, ó meu amor, eu senti-te
toda, levei-te à lua – dizia, beijando-lhe as faces coradas, os olhos, o nariz,
a testa. – Foi tão bom sentir-te.
Ela apertava-o ainda contra o seu
corpo trémulo. Ele resvalou para o lado, saindo de dentro dela, continuando a
beijá-la, a soprar-lhe para o rosto e para o peito. Agarrou-a e apertou-a
contra si:
- És a minha menina! Adoro-te.
Ela beijou-o docemente uma e outra
vez, tirou-lhe a t-shirt pela cabeça, desapertou-lhe o botão das calças,
baixou-lhas e foi-lhas empurrando com os pés para baixo... ele contorcia-se
ligeiramente para lhe facilitar a tarefa. Depois, nus, apertaram-se num abraço
forte. A erecção dele mantinha-se contra o baixo-ventre dela.
- Ai a tua pele na minha!
Segredou-lhe um amo-te ao ouvido e
um quero mais. Fê-la descair para o lado, agarrou-lhe as mãos, olhou-a nos
olhos, deu um jeito ao corpo e penetrou-a de novo, sem despregar os olhos dos
dela.
- Tu deixas-me louco, estás tão
quente, é tão bom estar dentro de ti, quero morrer assim.
- Tonto.
E foram devagarinho, num vaivém
cadenciado, saboreado, gemido, que ia ganhando e perdendo ritmo...
- Não, não feches os olhos! Ficam
ainda mais bonitos os teus olhos, ficas linda a fazer amor.
- Deixa-me fechar os olhos.
- Não.
- Por favor!
- Não. Olha para mim.
- Larga-me as mãos, quero abraçar-te.
- Não. Não podes fazer nada. Pára. Não
te mexas.
- Não consigo parar.
- Pára. Se não parares, páro eu e saio
de dentro de ti. Sente só. Sente-me a entrar e a sair
devagar, depressa, devagar, depressa... Não te mexas, não feches os olhos! Olha
para mim! Só te podes mexer, quando to pedir.
Ela mordia o lábio, passava a língua
pelos lábios, ofegava.
- Não mordas o lábio, pára quieta.
- Não consigo, estás a torturar-me.
- E não te venhas... Ainda não. Só
quando te disser.
Ela torceu-se, respirou fundo para
ver se aquele desejo desenfreado se afastava, enquanto ele investia fortemente
e a enchia totalmente...
- Quando eu disser, tu vais vir-te
toda... toda... para mim.
- E se não conseguir?
- Tu estás quase a explodir, minha
linda, eu sinto-te toda. Estás tão linda, assim, à minha mercê, não, não te mexas,
fica quieta.
Içou-se um pouco, abriu os braços e
os dela, sempre com as mãos dela nas suas, beijou-lhe os lábios e,
desenfreadamente, como se cavalgasse para a meta, entrou e saiu de dentro dela
com toda a força.
- Agora, vem-te agora – disse-lhe ao
ouvido.
E o rio, aprisionado na barragem, soltou-se,
largou numa corrida veloz até ao mar. O vulcão entrou em erupção, espalhando a
lava retida há muito na caverna escura e foi um ribombar, um latejar forte à
volta do membro entumecido e agitado...
Olhou-a nos olhos, como que em
adoração. O rosto sério. Ela sorriu-lhe, mas o sorriso foi-se desfazendo
perante a seriedade dele.
- Tu és tão linda, eu não te mereço.
Sou um velho ao pé de ti. O que viste em mim? Por que gostas de mim?
Ela olhava-o com os olhos enormes, como se estivesse a ouvir o maior dos disparates.
- Gosto de ti, só isso.
Estava dentro dela ainda e olhava-a,
o seu olhar queimava, a boca numa linha apertada.
- Tu não te vieste!
- Não.
- Porquê? Não estava bom?
- Estava muito bom, nunca senti nada
igual.
- Então?
- Queria dar-te todo o prazer,
sentir-te, enlouquecer-te, ver como fazes amor, estava todo concentrado no teu
sentir. Mas... agora... vou à lua contigo. Queres que me venha dentro de ti?
Vou esvair-me todo em ti.
- Posso mexer-me?, apertar-te?,
beijar-te?, fechar os olhos?
Ele abriu um grande sorriso
ensolarado.
- Não podes.
- Oh!
- Deves, faz o que quiseres comigo,
sou teu. Hoje, é o primeiro dia de muitos dias de amor. Vou fazer coisas
contigo que nunca imaginaste, mas vamos devagarinho, não te quero assustar. Quando
não gostares, dizes-me.
Agarrou-lhe o rosto, enterrou os
dedos no cabelo fino e beijou-lhe os lábios, não o deixando prosseguir.
Remexeu-se suavemente debaixo dele.
- Espera, quando te pedir para
parares, pára.
Levantou a sobrancelha, mordeu o
lábio, mas que raio...
- Está bem!
E suavemente, beijou-a, desprendendo-lhe
o lábio dos dentes, lambeu-lhos, mordiscou-lhos e mexeu-se e remexeu-se contra e
dentro do corpo dela. Ela enleou as pernas nas dele, cravou-lhe as unhas nas
costas, depois veio descendo as mãos pelo corpo dele, agarrando-lhe com força
as nádegas. Gemeram, estremeceram, murmuraram palavras doces, apertaram-se,
bailaram enlaçados a dança dos corpos apaixonados e foram subindo, subindo,
subindo...
- Vou-me vir – gemeu ela.
- Pára, pára agora!
Ela suspendeu aquele ritmo
desvairado e sentiu as comportas abrirem-se completamente e a lava saltar,
escorrer solta dentro dela, inundando-a, quente, espessa...
- Ó querida, ó meu amor... Vim-me tanto...
E apertava-a nos braços com força,
contorcendo-se e estremecendo de prazer...
- Ó querido!
Ficaram abraçados, ofegantes...
- Vou ficar para sempre dentro de ti!
- Vais?
- Se tu quiseres!
Olharam-se apaixonadamente...
felizes...

Mais uma história bem contada e cheia de sensualidade.
ResponderEliminarQuerida amiga, desejo-te um bom fim de semana.
Beijos.