Aquela empregada desastrada acabou
de entrar! Nunca vos falei dela! Só disse que era desajeitada, acho que foi
este o termo que utilizei para me referir a ela! É ruiva, de grandes olhos
azuis, traz o cabelo sempre apanhado, num rabo de cavalo farto e luzidio. Hoje
não veio com o fim de arrumar o quarto, mudar a roupa à cama... essas coisas!
A verdade é que chegou e agarrou-me
logo e foi como se me visse pela primeira vez, não me atirou para cima de coisa
nenhuma, como era seu costume, sem me olhar sequer... Desta vez, observou-me
longamente, passou os dedos pelo monograma bordado, pelas minhas nervurinhas e
até me alisou os folhos com uma certa ternura... Sorriu e exclamou qualquer
coisa como... és bem bonita, almofadinha!
Aconchegou-me contra o peito e
saímos juntas do quarto.
Logo me apercebi do meu destino!
Entrámos na lavandaria. Senti-me receosa ao ver aquela maquinaria toda e os
vários amontoados de roupa no chão, divididos por cores em frente às grandes
máquinas de lavar. Ainda nos braços da agora doce empregada, pensei, olhando em
redor, e vendo um montículo de roupa branca, que era para ali que ela me ia
atirar para, logo a seguir, me enfiarem para dentro daquele tambor enorme com
todo o tipo de roupa: lençóis, almofadas, cobertas, toalhas, toalhitas e
toalhões, impregnados com os mais variados odores e manchados de nódoas
diversas... Enganei-me! Apertou-me mais contra si, sentia o seu cheiro a
violetas. Afagou suave e demoradamente o meu corpo delicado.
Uma coisa era certa, decidiram
refrescar-me, lavar-me a alma. Mas, pelos vistos, as máquinas estavam fora de
questão, talvez as mãos delicadas desta ruiva amorosa!
A tarde corria depressa como se cavalgasse ao encontro do
pôr-do-sol, enquanto os empregados andavam numa azáfama, numa reviravolta, tira
roupa, coloca roupa, seca roupa, dobra roupa...
A ruivinha continuava comigo ao colo, sem saber muito bem o que me
fazer, para não estragar as minhas rendas e nervuras…
Aqueles olhos azul-céu, ora olhavam
para mim com dó, ora com doçura…
Olhou à sua volta, a confusão tinha
parado, os empregados tinham acabado o que havia para fazer ali. E num impulso,
a ruivinha abraçou-me bem juntinho ao seu decote e aspirou generosamente o meu perfume.
- Huuummm! … - disse baixinho com voz
meiga. - Tens um cheirinho que me enlouquece…
E, não resistindo, fez-me deslizar,
escorregar, pelo seu corpo, apertando-me contra ela com força, até chegar ao
seu ventre. Estreitou-me ainda mais e meteu-me entre as suas pernas firmes e perfumadas. Gemeu. Estremeceu
ao meu toque, parecia uma cadelinha com o cio. Estava ela bamboleando-se
comigo, acariciando-me, apertando-me mais e mais entre as suas colunas romanas,
quando pé ante pé, silenciosamente, entrou
um colega de trabalho. Parecia um garoto desengonçado, o cabelo alourado, meio
desgrenhado, a cara salpicada por uma ou outra borbulha, próprias da
adolescência. Ao ver a ruivinha, que não
lhe saía da cabeça e que perseguia sem
se fazer notar desde que fora admitido no hotel, chegando a trocar de horário
com os companheiros para fazer coincidir as suas horas com as dela, ali naquele
êxtase, não resistiu... Ele que andava com as hormonas em tumulto, ele que não
pensava noutra coisa senão encontrar-se com aqueles olhos azuis frente a
frente, completamente desnudados, parecia que lhe tinha saído a sorte grande.
Sentia-se a crescer, a desenrolar-se às sacudidelas... as calças eram apertadas
para todo aquele volume que se adensava, se espessava... Abriu o fecho à
pressa, com urgência, o bicho queria soltar-se, estava apertado, aprisionado... soltou-se como uma mola e agarrou-o com força, pois parecia-lhe que se queria
libertar do resto do corpo... Encostou-se à parede, o espaço parecia andar à
roda, tudo lhe parecia irreal, já não estava na lavandaria, estava num bosque
aprazível, perfumado, luminoso... estava encostado a uma árvore a olhar aqueles
olhos azuis cheios do céu que os cobria e os escondia do resto do mundo. Começou a afagar o seu bichinho enorme,
luzente, latejante... Soltou um suspiro e a ruiva corada de excitação baixou os
olhos para aquele estandarte que se estendia na sua direcção... Levantou os
olhos para o rosto do rapaz e apercebeu-se que nunca o tinha visto. Ele
ofegava, lambia os lábios que se lhe secavam com a exaltação...
Ela deixou-me
escapar, deixou-me cair delicadamente, e abriu a bata... Os seus olhos
continuavam presos no rosto jovem do rapaz, mas logo descaíram para o mastro
que se estendia firme. A sua mão, os seus dedos irromperam pela sua mata amazónica completamente
alagada. Ele viu naquele gesto um convite e aproximou-se e, para seu espanto,
ela não fugiu nem se retraiu, levou-lhe os dedos àquela boca seca, àqueles
lábios carnudos e ele lambeu-lhos e chupou-lhos desvairadamente.
- Ah, minha cadelinha selvagem, deves
ter essa ratinha tão escorregadia, tão molhadinha…
Encostou-se a ela, beijou-a com
força. Entre eles, o bicho exaltava-se, pulsava...
Ela joelhou-se sobre mim e
sentiu-lhe o mastro enrijecido tocar-lhe a face enrubescida, afogueada…e,
abocanhou-lho ferozmente.
- Ui, que boca tão gulosa!
Aquela haste estava tão molhadinha,
tão saborosa, tão grande, tão agitada, tão escorregadiça que parecia clara de
ovo… E entre o lamber, o chupar, o morder... por vezes, o membro escapava-se e batia-lhe no rosto…
Levantou-a e encostou-a à parede, espalmou-a
com o seu corpo, sentiu-a estremecer, beijou-lhe o pescoço de garça, aspirou
aquele cheiro bom que se desprendia daqueles cabelos cor de fogo, chupou-lhe os
mamilos, levantou-lhe uma perna e penetrou-a com força. Ela gemia baixinho, e
nem o receio de que chegasse alguém a travava, os segurava, parecia que ainda
ficavam mais loucos…
Que insensatez!, pensei.
Ele conduziu-a para uma das
máquinas, virou-a de costas, debruçou-a sobre o aparelho que oscilava
velozmente, afastou-lhe as pernas, agarrou-a pelos seios e entrou de novo naquela
gruta viscosa, gulosa, ávida.
- Oh, tão bom, - sussurrava ela - isso,
isso, isso, hummm, enfia-mo todo…
Agarrou-lhe os testículos…
- Aaaaiiiii, como é bom sentir as tuas bolas, brincar com
elas…
Agarrou-a pela cintura e entre o
balançar da máquina e o vaivém dos seus corpos insaciáveis, sôfregos, ela levou
uma mão ao seu grelinho tremente e rijo e massajou-o fortemente…
- Aaaaiiiiiiiiiiiiiiiii, estou-me a
vir toda para ti…
E ele, de supetão, mais ligeiro que Mercúrio, escapou daquele
vulcão em chamas, virou-a para si bruscamente, enquanto o seu néctar saía aos
tropeções, aos solavancos, atingindo-a em cheio no rosto. O corpo dele agitado,
tremia violentamente, num descontrolo de êxtase completo. Ela, calma, deliciava-se com a ambrósia caída sobre si,
não dos céus, mas fruto do Apolo que lhe caiu nos braços naquela tarde, com
quem já se cruzara tantas vezes, mas que nunca tinha realmente visto...

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