sábado, 17 de agosto de 2013

Na lavandaria



Aquela empregada desastrada acabou de entrar! Nunca vos falei dela! Só disse que era desajeitada, acho que foi este o termo que utilizei para me referir a ela! É ruiva, de grandes olhos azuis, traz o cabelo sempre apanhado, num rabo de cavalo farto e luzidio. Hoje não veio com o fim de arrumar o quarto, mudar a roupa à cama... essas coisas!
A verdade é que chegou e agarrou-me logo e foi como se me visse pela primeira vez, não me atirou para cima de coisa nenhuma, como era seu costume, sem me olhar sequer... Desta vez, observou-me longamente, passou os dedos pelo monograma bordado, pelas minhas nervurinhas e até me alisou os folhos com uma certa ternura... Sorriu e exclamou qualquer coisa como... és bem bonita, almofadinha!
Aconchegou-me contra o peito e saímos juntas do quarto.
Logo me apercebi do meu destino! Entrámos na lavandaria. Senti-me receosa ao ver aquela maquinaria toda e os vários amontoados de roupa no chão, divididos por cores em frente às grandes máquinas de lavar. Ainda nos braços da agora doce empregada, pensei, olhando em redor, e vendo um montículo de roupa branca, que era para ali que ela me ia atirar para, logo a seguir, me enfiarem para dentro daquele tambor enorme com todo o tipo de roupa: lençóis, almofadas, cobertas, toalhas, toalhitas e toalhões, impregnados com os mais variados odores e manchados de nódoas diversas... Enganei-me! Apertou-me mais contra si, sentia o seu cheiro a violetas. Afagou suave e demoradamente o meu corpo delicado.
Uma coisa era certa, decidiram refrescar-me, lavar-me a alma. Mas, pelos vistos, as máquinas estavam fora de questão, talvez as mãos delicadas desta ruiva amorosa! 
A tarde corria  depressa como se cavalgasse ao encontro do pôr-do-sol, enquanto os empregados andavam numa azáfama, numa reviravolta, tira roupa, coloca roupa, seca roupa, dobra roupa... 
A ruivinha continuava  comigo ao colo, sem saber muito bem o que me fazer, para não estragar as minhas rendas e nervuras…
Aqueles olhos azul-céu, ora olhavam para mim com dó, ora com doçura…
Olhou à sua volta, a confusão tinha parado, os empregados tinham acabado o que havia para fazer ali. E num impulso, a ruivinha abraçou-me bem juntinho ao seu decote e aspirou generosamente o meu perfume.
- Huuummm! … - disse baixinho com voz meiga. - Tens um cheirinho que me enlouquece…
E, não resistindo, fez-me deslizar, escorregar, pelo seu corpo, apertando-me contra ela com força, até chegar ao seu ventre. Estreitou-me ainda mais e meteu-me entre as suas  pernas firmes e perfumadas. Gemeu. Estremeceu ao meu toque, parecia uma cadelinha com o cio. Estava ela bamboleando-se comigo, acariciando-me, apertando-me mais e mais entre as suas colunas romanas, quando pé ante pé, silenciosamente, entrou um colega de trabalho. Parecia um garoto desengonçado, o cabelo alourado, meio desgrenhado, a cara salpicada por uma ou outra borbulha, próprias da adolescência.  Ao ver a ruivinha, que não lhe saía da cabeça e que perseguia  sem se fazer notar desde que fora admitido no hotel, chegando a trocar de horário com os companheiros para fazer coincidir as suas horas com as dela, ali naquele êxtase, não resistiu... Ele que andava com as hormonas em tumulto, ele que não pensava noutra coisa senão encontrar-se com aqueles olhos azuis frente a frente, completamente desnudados, parecia que lhe tinha saído a sorte grande. Sentia-se a crescer, a desenrolar-se às sacudidelas... as calças eram apertadas para todo aquele volume que se adensava, se espessava... Abriu o fecho à pressa, com urgência, o bicho queria soltar-se, estava apertado, aprisionado... soltou-se como uma mola e agarrou-o com força, pois parecia-lhe que se queria libertar do resto do corpo... Encostou-se à parede, o espaço parecia andar à roda, tudo lhe parecia irreal, já não estava na lavandaria, estava num bosque aprazível, perfumado, luminoso... estava encostado a uma árvore a olhar aqueles olhos azuis cheios do céu que os cobria e os escondia do resto do mundo.  Começou a afagar o seu bichinho enorme, luzente, latejante... Soltou um suspiro e a ruiva corada de excitação baixou os olhos para aquele estandarte que se estendia na sua direcção... Levantou os olhos para o rosto do rapaz e apercebeu-se que nunca o tinha visto. Ele ofegava, lambia os lábios que se lhe secavam com a exaltação... 
Ela deixou-me escapar, deixou-me cair delicadamente, e abriu a bata... Os seus olhos continuavam presos no rosto jovem do rapaz, mas logo descaíram para o mastro que se estendia firme. A sua mão, os seus dedos irromperam pela sua mata amazónica completamente alagada. Ele viu naquele gesto um convite e aproximou-se e, para seu espanto, ela não fugiu nem se retraiu, levou-lhe os dedos àquela boca seca, àqueles lábios carnudos e ele lambeu-lhos e chupou-lhos desvairadamente.
- Ah, minha cadelinha selvagem, deves ter essa ratinha tão escorregadia, tão molhadinha…
Encostou-se a ela, beijou-a com força. Entre eles, o bicho exaltava-se, pulsava...
Ela joelhou-se sobre mim e sentiu-lhe o mastro enrijecido tocar-lhe a face enrubescida, afogueada…e, abocanhou-lho ferozmente.
- Ui, que boca tão gulosa!
Aquela haste estava tão molhadinha, tão saborosa, tão grande, tão agitada, tão escorregadiça que parecia clara de ovo… E entre o lamber, o chupar, o morder...  por vezes, o membro escapava-se  e batia-lhe no rosto…
Levantou-a e encostou-a à parede, espalmou-a com o seu corpo, sentiu-a estremecer, beijou-lhe o pescoço de garça, aspirou aquele cheiro bom que se desprendia daqueles cabelos cor de fogo, chupou-lhe os mamilos, levantou-lhe uma perna e penetrou-a com força. Ela gemia baixinho, e nem o receio de que chegasse alguém a travava, os segurava, parecia que ainda ficavam mais loucos…
Que insensatez!, pensei.
Ele conduziu-a para uma das máquinas, virou-a de costas, debruçou-a sobre o aparelho que oscilava velozmente, afastou-lhe as pernas, agarrou-a pelos seios e entrou de novo naquela gruta viscosa, gulosa, ávida.
- Oh, tão bom, - sussurrava ela - isso, isso, isso, hummm, enfia-mo todo…
Agarrou-lhe os testículos…
- Aaaaiiiii,  como é bom sentir as tuas bolas, brincar com elas…
Agarrou-a pela cintura e entre o balançar da máquina e o vaivém dos seus corpos insaciáveis, sôfregos, ela levou uma mão ao seu grelinho tremente e rijo e massajou-o fortemente…
- Aaaaiiiiiiiiiiiiiiiii, estou-me a vir toda para ti…
E ele, de supetão,  mais ligeiro que Mercúrio, escapou daquele vulcão em chamas, virou-a para si bruscamente, enquanto o seu néctar saía aos tropeções, aos solavancos, atingindo-a em cheio no rosto. O corpo dele agitado, tremia violentamente, num descontrolo de êxtase completo.  Ela, calma,  deliciava-se com a ambrósia caída sobre si, não dos céus, mas fruto do Apolo que lhe caiu nos braços naquela tarde, com quem já se cruzara tantas vezes, mas que nunca tinha realmente visto...
 

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