Depois
de colocada em água morna com um detergente suave e bem perfumado, deixaram-me
ali recostada no meu banho de espuma, no meu banho de beleza... Passados uns
minutos, já dormitava acariciada por aquela escuma aromática e acetinada, senti
as mãos sensíveis da ruivinha tocarem-me levemente. Com toda a ternura, fui
lavada, enxaguada, passada por mil águas e colocada a secar ao ar livre sobre
uma esteira de rede. Olhei em redor, a vista era esplêndida: ao fundo, lá longe,
a serrania que subia até ao céu onde a luz do sol se espreguiçava, estendendo
os seus longos raios pelas grandes montanhas cobertas de um arvoredo
cerrado, matizado com as mais variadas tonalidades de verde, com algumas
clareiras desprovidas de qualquer vegetação, onde revoavam densas nuvens de pó,
concebidas por máquinas e homens que esventravam a terra para lhe furtar
grandes blocos de pedras brancas; do lado esquerdo, as piscinas do hotel, os
jardins ornados das mais belas e aromosas flores; do outro lado, o lago,
rodeado de árvores frondosas: umas erguiam os seus braços para o céu numa
sentida prece, outras atiravam-nos para a água esverdeada do lago, pontilhada
por grandes nenúfares, onde saltavam peixinhos prateados e nadavam cisnes
brancos lindíssimos; à minha frente, uns metros mais adiante, a piscina
privativa do quarto onde moro. E ali fiquei, sonolenta, imóvel, a apanhar
sol e a aspirar os mais exóticos aromas das várias plantas, arbustos e flores
que a leve brisa fazia chegar até mim, e a desfrutar da bela paisagem que me
circundava.
O
dia estava agradável, o sol brilhava. No céu azul apenas viajavam uns fiapos
brancos como a neve, dispersos, flocos de algodão doce que se iam desfazendo...
Havia
um jovem casal na piscina: ela de biquíni vermelho, ele de calção preto com
riscas coloridas. Ela era alta, esguia, de porte atlético, muito bem delineada
e bronzeada. Ele, forte e musculado, tinha uma pele amorenada onde faiscavam
centenas de gotículas de água. Têm ar de desportistas, pensei.
O
sol ia descendo, decaindo, brevemente pôr-se-ia!
Veio
a ruivinha a trautear uma canção da moda. Apanhou-me, transportou-me numa
cestinha para casa, passou-me a ferro, perfumou-me e levou-me abraçada para o
meu quarto. Ia depor-me sobre a colcha, quando ao passar os seus dedos finos
pelos meus folhinhos e rendinhas se apercebeu que ainda estavam húmidos. Abriu
as portadas que dão para a varanda e recostou-me no banco de jardim sobre uma écharpe
cor-de-rosa que ali tinha sido deixada, com certeza, pela atleta que
nadava ali em baixo na piscina de águas claras e cintilantes.
Começava
a escurecer, o sol para se despedir oferecia agora um imponente espectáculo,
ruborizou-se e tingiu todo o céu à sua volta com as mais lindas cores da sua
paleta: tonalidades acobreadas, vários tons de laranja e grandes pinceladas de
vermelho.
O
casalinho aproveitava as águas cristalinas da piscina para mais umas braçadas.
Era quase hora de jantar. Olharam um para o outo, iam ficar por ali!
A
um sinal, o empregado aproximou-se. O jovem fez-lhe um pedido. A rapariga
estendeu a toalha na relva e deitou-se. O namorado sentou-se ao seu lado,
debruçou-se sobre ela e beijou-a. Ela riu e abraçou-o, fazendo-o tombar sobre
si. Os seus corpos húmidos e escorregadios brilhavam. Roçavam-se um no outro e
beijavam-se. Ele, a rir, puxou-lhe as fitinhas do biquíni, olhou-a nos olhos e
soltou um - oh, que desajeitado sou! Ela sorriu. Ele mordiscou-lhe e lambeu-lhe
uma orelha, descendo rapidamente até aos montículos descobertos e erectos.
Chupou-lhe os mamilos, enquanto a sua mão lhe acariciava o ventre liso e macio,
escapando-se, de repente, para os lados, desenlaçando as fitas do reduzido
calção. Que malvado!, dizia ela, alcançando-lhe com a boca a orelha e
mordendo-lha com força.
Entretanto,
surgiu o empregado com o seu uniforme branco. Era louro, alto e magro, os olhos
cor de mel. Dispôs tudo à beira da piscina como lhe tinha sido pedido e tentou
comportar-se o mais naturalmente possível, como se nada de insólito se
estivesse a passar, mesmo ali, à sua frente.
-
Aqui está o que solicitaram. Desejam algo mais?
-
Sim desejamos - responderam os dois, em simultâneo.
-
Junta-te a nós – disse a rapariga, um pouco corada.
Olhou
em redor, sem saber muito bem o que responder, o que fazer. Olhou para o corpo
da ninfa esbelta completamente desnudado e não resistiu. Pegou nas deliciosas
frutas cobertas de chantilly e resolveu vestir a rapariga, cobrindo-lhe
as partes íntimas com uma mistura colorida, perfumada e deliciosa. Não se
atreveu a despir-se, mas sentia que algo lhe ia crescendo interiormente, no
peito e dentro do uniforme branco. O namorado sorriu-lhe e convidou-o para o
banquete. Os frutos deliciosos desafiavam-no. Começou, então, a servir-se
dos mirtilos e das groselhas que escorregavam dos seios da rapariga, enquanto o
outro se aprazia com as framboesas e os morangos que formavam um triângulo
abaixo do umbigo da namorada. Ela correu o fecho das calças do funcionário e
acariciou-lhe o membro que pulou para fora dos boxers. Este gesto, fê-lo
sentir-se mais à vontade. Apanhou um pequeno cacho de groselhas com os dentes e
levou-o à boca da rapariga. Os seus lábios estremeceram ao toque. Os lábios
dela pareciam de cetim, escorregavam.
O
seu amado lambuzava-se com a abundante refeição e entre mordidelas e lambidelas
comia os frutos gulosos do triângulo do amor. Ela empurrou a cabeça do
empregado contra o seu peito e ele lambeu-lhe os seios até lhe encontrar a pele
branca que contrastava com o resto do corpo bronzeado, apertou-lhe os
botõezinhos entre os dentes e chupou-lhos à vez. Ela continuava entretida
massajando com delicadeza a haste firme...
-
Beija-me - pediu ela ao seu amado.
E
enquanto o namorado subiu à procura da boca querida, o empregado resolveu
embrenhar-se e explorar a gruta humente e cálida, lambendo-a, enquanto lhe
untava o rabinho com chantilly. Ela começou a torcer-se de deleite.
Nunca tinha sentido nada assim!
Completamente
despida de pudor, totalmente desinibida, já um pouco fora de si, abocanhou o
mastro teso do namorado, enquanto afagava o do empregado, trocando de vez
em quando, deliciando-se e deleitando os dois rapazes ao mesmo tempo.
Eles
contorciam-se e gemiam de prazer.
Seguidamente,
afastou-os e disse, levemente enrubescida:
-
Quero sentir-vos aos dois dentro de mim!
Eles
entreolharam-se, hesitantes. O rapaz louro olhou-a inquiridor, vacilante,
depois voltou a dirigir o seu olhar para o namorado que assentiu:
-
Senhora minha, a nossa missão é dar-lhe prazer, pedi, nós somos seus escravos!
– exclamou, piscando o olho ao outro.
Levantaram-se,
desproviram o empregado da sua farda branca. Ela acariciava-lhe a pele
mansamente e ele ia-se descontraindo mais e mais.
Dirigiram-se
à piscina. O empregado sentou-se no degrau e ela, ao seu colo. Ele entrou
dentro dela…
-
Espera! Deita-te fora da piscina e coloca os pés no primeiro degrau. Eu
ponho-me por cima de ti!
O
sol tinha desaparecido completamente, mas o céu, lá longe continuava
ruborescido. O sol e eu! Por momentos, perdi-me no horizonte avermelhado, quis
escutar o silêncio, mas só me chegavam gemidos... Dei comigo a cogitar, a
pensar, na relação daquele casal! Não conseguia perceber como é que um amante
partilhava assim a sua amada com outro homem... Mais, não entendia como é que
ela se sujeitava àquilo... Unicamente por prazer! Por mais que desse voltas à
cabeça não encontrava qualquer resposta plausível para aquele comportamento. Na
minha estada naquele quarto de hotel já tinha presenciado algumas situações
algo estranhas, como o caso daquele par completamente desconhecido que procurava
somente uma aventura. Os outros casais que apareceram amavam-se, procuravam um
refúgio para se amarem... Enfim! Não vale a pena estar aqui a tentar
compreender os seres humanos e as suas taras...
Acordei
destas minhas evocações, olhei para baixo, a piscina estava iluminada, a água
brilhava ondulante e borbulhava em tons de azul claro.
E
eles lá estavam, na posição em que os deixara: o empregado deitado, com o
membro completamente enterrado na rapariga, agarrando-lhe com força as nádegas.
Ela, com as pernas flectidas por fora das dele, ia e vinha e o namorado
penetrava-a por trás, no orifício rosa ainda lambuzado com chantilly.
-
Que rabinho bom!
Os
três gemiam… Um deles alcançou a taça de chocolate com a mão e enfiou-lhe os
dedos na boca para ela chupar.
Aquele
balanço dos três corpos tornava-se mais e mais acelerado. Ela gritou, abanou a
cabeça para um lado e para o outro, num descontrolo total, tinha atingido o
orgasmo…
Dirigiram-se
para uma espreguiçadeira e ela deitou-se, o namorado acariciava o pénis erecto
e lustroso, ali em pé junto dela. Com um gemido explodiu, deixando o sémen cair
sobre o rosto da rapariga, que fechou instintivamente os olhos. O companheiro
brincava também com o seu brinquedo do amor e, de repente, com um estremeção
lançou o seu esperma, deixando-o escorrer por cima do monte de Vénus da ninfa
atlética. Saciados, mas não satisfeitos ainda, abriram a garrafa de champanhe,
bebericaram um ou dois tragos cada um, derramando o resto sobre aquele corpinho
delicioso da deusa do amor. E foi daquela taça humana que o tomaram, chupando-a
e lambendo-a toda desde a cabeça até aos bonitos pés, detendo-se, demorando
mais tempo, nos seios, nos mamilos cor-de-rosa, na vulva e no ânus, fazendo com
que a rapariga se viesse a segunda vez…
O
empregado mergulhou, seguidamente, nas águas azuis, deu duas ou três braçadas,
saiu, limpou-se a uma das toalhas que estavam na relva, vestiu-se em silêncio e
desapareceu...
Senti
passos. Olhei em redor. A ruivinha veio recolher-me. Delicadamente
aconchegou-me entre os almofadões, sobre o peito do meu belo e doce
travesseiro... Adormeci.

Um dia em cheio...
ResponderEliminarGostei da narrativa, muito interessante a maneira como expões.
Minha querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.