segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Na piscina




Depois de colocada em água morna com um detergente suave e bem perfumado, deixaram-me ali recostada no meu banho de espuma, no meu banho de beleza... Passados uns minutos, já dormitava acariciada por aquela escuma aromática e acetinada, senti as mãos sensíveis da ruivinha tocarem-me levemente. Com toda a ternura, fui lavada, enxaguada, passada por mil águas e colocada a secar ao ar livre sobre uma esteira de rede. Olhei em redor, a vista era esplêndida: ao fundo, lá longe, a serrania que subia até ao céu onde a luz do sol se espreguiçava, estendendo os seus longos raios  pelas grandes montanhas cobertas de um arvoredo cerrado, matizado com as mais variadas tonalidades de verde, com algumas clareiras desprovidas de qualquer vegetação, onde revoavam densas nuvens de pó, concebidas por máquinas e homens que esventravam a terra para lhe furtar grandes blocos de pedras brancas; do lado esquerdo, as piscinas do hotel, os jardins ornados das mais belas e aromosas flores; do outro lado, o lago, rodeado de árvores frondosas: umas erguiam os seus braços para o céu numa sentida prece, outras atiravam-nos para a água esverdeada do lago, pontilhada por grandes nenúfares,  onde saltavam peixinhos prateados e nadavam cisnes brancos lindíssimos; à minha frente, uns metros mais adiante, a piscina privativa do quarto onde moro.  E ali fiquei, sonolenta, imóvel, a apanhar sol e a aspirar os mais exóticos aromas das várias plantas, arbustos e flores que a leve brisa fazia chegar até mim, e a desfrutar da bela paisagem que me circundava.
O dia estava agradável, o sol brilhava. No céu azul apenas viajavam uns fiapos brancos como a neve, dispersos, flocos de algodão doce que se iam desfazendo...
Havia um jovem casal na piscina: ela de biquíni vermelho, ele de calção preto com riscas coloridas. Ela era alta, esguia, de porte atlético, muito bem delineada e bronzeada. Ele, forte e musculado, tinha uma pele amorenada onde faiscavam centenas de gotículas de água. Têm ar de desportistas, pensei.
O sol ia descendo, decaindo, brevemente pôr-se-ia!
Veio a ruivinha a trautear uma canção da moda.  Apanhou-me, transportou-me numa cestinha para casa, passou-me a ferro, perfumou-me e levou-me abraçada para o meu quarto. Ia depor-me sobre a colcha, quando ao passar os seus dedos finos pelos meus folhinhos e rendinhas se apercebeu que ainda estavam húmidos. Abriu as portadas que dão para a varanda e recostou-me no banco de jardim sobre uma écharpe cor-de-rosa que ali tinha sido deixada,  com certeza, pela atleta que nadava ali em baixo na piscina de águas claras e cintilantes.
Começava a escurecer, o sol para se despedir oferecia agora um imponente espectáculo, ruborizou-se e tingiu todo o céu à sua volta com as mais lindas cores da sua paleta: tonalidades acobreadas, vários tons de laranja e grandes pinceladas de vermelho.
O casalinho aproveitava as águas cristalinas da piscina para mais umas braçadas. Era quase hora de jantar. Olharam um para o outo, iam ficar por ali!
A um sinal, o empregado aproximou-se. O jovem fez-lhe um pedido. A rapariga estendeu a toalha na relva e deitou-se. O namorado sentou-se ao seu lado, debruçou-se sobre ela e beijou-a. Ela riu e abraçou-o, fazendo-o tombar sobre si. Os seus corpos húmidos e escorregadios brilhavam. Roçavam-se um no outro e beijavam-se. Ele, a rir, puxou-lhe as fitinhas do biquíni, olhou-a nos olhos e soltou um - oh, que desajeitado sou! Ela sorriu. Ele mordiscou-lhe e lambeu-lhe uma orelha, descendo rapidamente até aos montículos descobertos e erectos. Chupou-lhe os mamilos, enquanto a sua mão lhe acariciava o ventre liso e macio, escapando-se, de repente, para os lados, desenlaçando as fitas do reduzido calção. Que malvado!, dizia ela, alcançando-lhe com a boca a orelha e mordendo-lha com força. 
Entretanto, surgiu o empregado com o seu uniforme branco. Era louro, alto e magro, os olhos cor de mel. Dispôs tudo à beira da piscina como lhe tinha sido pedido e tentou comportar-se o mais naturalmente possível, como se nada de insólito se estivesse a passar, mesmo ali, à sua frente.
- Aqui está o que solicitaram. Desejam algo mais?
- Sim desejamos - responderam os dois, em simultâneo.
- Junta-te a nós – disse a rapariga, um pouco corada.
Olhou em redor, sem saber muito bem o que responder, o que fazer. Olhou para o corpo da ninfa esbelta completamente desnudado e não resistiu. Pegou nas deliciosas frutas cobertas de chantilly e resolveu vestir a rapariga, cobrindo-lhe as partes íntimas com uma mistura  colorida, perfumada e deliciosa. Não se atreveu a despir-se, mas sentia que algo lhe ia crescendo interiormente, no peito e dentro do uniforme branco. O namorado sorriu-lhe e convidou-o para o banquete. Os frutos deliciosos desafiavam-no. Começou, então,  a servir-se dos mirtilos e das groselhas que escorregavam dos seios da rapariga, enquanto o outro se aprazia com as framboesas e os morangos que formavam um triângulo abaixo do umbigo da namorada. Ela correu o fecho das calças do funcionário e acariciou-lhe o membro que pulou para fora dos boxers. Este gesto, fê-lo sentir-se mais à vontade. Apanhou um pequeno cacho de groselhas com os dentes e levou-o à boca da rapariga. Os seus lábios estremeceram ao toque. Os lábios dela pareciam de cetim, escorregavam.
O seu amado lambuzava-se com a abundante refeição e entre mordidelas e lambidelas comia os frutos gulosos do triângulo do amor. Ela empurrou a cabeça do empregado contra o seu peito e ele lambeu-lhe os seios até lhe encontrar a pele branca que contrastava com o resto do corpo bronzeado, apertou-lhe os botõezinhos entre os dentes e chupou-lhos à vez. Ela continuava entretida massajando com delicadeza a haste firme...
- Beija-me - pediu ela ao seu amado.
E enquanto o namorado subiu à procura da boca querida, o empregado resolveu embrenhar-se e explorar a gruta humente e cálida, lambendo-a, enquanto lhe untava o rabinho com chantilly. Ela começou a torcer-se de deleite. Nunca tinha sentido nada assim!
Completamente despida de pudor, totalmente desinibida, já um pouco fora de si, abocanhou o mastro teso do namorado, enquanto afagava  o do empregado, trocando de vez em quando, deliciando-se e deleitando os dois rapazes ao mesmo tempo.
Eles contorciam-se e gemiam de prazer.
Seguidamente, afastou-os e disse, levemente enrubescida:
- Quero sentir-vos aos dois dentro de mim!
Eles entreolharam-se, hesitantes. O rapaz louro olhou-a inquiridor, vacilante, depois voltou a dirigir o seu olhar para o namorado que assentiu:
- Senhora minha, a nossa missão é dar-lhe prazer, pedi, nós somos seus escravos! – exclamou, piscando o olho ao outro.
Levantaram-se, desproviram o empregado da sua farda branca. Ela acariciava-lhe a pele mansamente e ele ia-se descontraindo mais e mais.
Dirigiram-se à piscina. O empregado sentou-se no degrau e ela, ao seu colo. Ele entrou dentro dela…
- Espera! Deita-te fora da piscina e coloca os pés no primeiro degrau. Eu ponho-me por cima de ti!
O sol tinha desaparecido completamente, mas o céu, lá longe continuava ruborescido. O sol e eu! Por momentos, perdi-me no horizonte avermelhado, quis escutar o silêncio, mas só me chegavam gemidos... Dei comigo a cogitar, a pensar, na relação daquele casal! Não conseguia perceber como é que um amante partilhava assim a sua amada com outro homem... Mais, não entendia como é que ela se sujeitava àquilo... Unicamente por prazer! Por mais que desse voltas à cabeça não encontrava qualquer resposta plausível para aquele comportamento. Na minha estada naquele quarto de hotel já tinha presenciado algumas situações algo estranhas, como o caso daquele par completamente desconhecido que procurava somente uma aventura. Os outros casais que apareceram amavam-se, procuravam um refúgio para se amarem... Enfim! Não vale a pena estar aqui a tentar compreender os seres humanos e as suas taras...
Acordei destas minhas evocações, olhei para baixo, a piscina estava iluminada, a água brilhava ondulante e borbulhava em tons de azul claro.
E eles lá estavam, na posição em que os deixara: o empregado deitado, com o membro completamente enterrado na rapariga, agarrando-lhe com força as nádegas. Ela, com as pernas flectidas por fora das dele, ia e vinha  e o namorado penetrava-a por trás,  no orifício rosa ainda lambuzado com chantilly.
- Que rabinho bom!
Os três gemiam… Um deles alcançou a taça de chocolate com a mão e enfiou-lhe os dedos na boca para ela chupar.
Aquele balanço dos três corpos tornava-se mais e mais acelerado. Ela gritou, abanou a cabeça para um lado e para o outro, num descontrolo total, tinha atingido o orgasmo…
Dirigiram-se para uma espreguiçadeira e ela deitou-se, o namorado acariciava o pénis erecto e lustroso, ali em pé junto dela. Com um gemido explodiu, deixando o sémen cair sobre o rosto da rapariga, que fechou instintivamente os olhos. O companheiro brincava também com o seu brinquedo do amor e, de repente, com um estremeção lançou o seu esperma, deixando-o escorrer por cima do monte de Vénus da ninfa atlética. Saciados, mas não satisfeitos ainda, abriram a garrafa de champanhe, bebericaram um ou dois tragos cada um, derramando o resto sobre aquele corpinho delicioso da deusa do amor. E foi daquela taça humana que o tomaram, chupando-a e lambendo-a toda desde a cabeça até aos bonitos pés, detendo-se, demorando mais tempo, nos seios, nos mamilos cor-de-rosa, na vulva e no ânus, fazendo com que a rapariga se viesse a segunda vez…
O empregado mergulhou, seguidamente, nas águas azuis, deu duas ou três braçadas, saiu, limpou-se a uma das toalhas que estavam na relva, vestiu-se em silêncio e desapareceu...
Senti passos. Olhei em redor. A ruivinha veio recolher-me. Delicadamente aconchegou-me entre os almofadões, sobre o peito do meu belo e doce travesseiro... Adormeci.

1 comentário:

  1. Um dia em cheio...
    Gostei da narrativa, muito interessante a maneira como expões.
    Minha querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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